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MOTO SEGURANÇA www.motoseguranca.com.br - Política no Motociclismo & Motociclismo na Política - ENTREVISTA AO CANDIDATO Reinaldo de CARVALHO Bueno - DEP. ESTADUAL POR SÃO PAULO
25050 01 – Como o Sr. vê o crescimento na utilização da Motocicleta no País? Assustador! Espera-se uma produção de 1.360.000 motocicletas, sendo destinadas para o mercado interno, 1.185.000. A seguir a tendência dos anos anteriores, perto de 55% destas motocicletas irão parar nas mãos de novos motociclistas, que não sabem conduzir motocicletas. Os acidentes serão uma constante ainda maior. 02 – O Sr. pensa em uma fórmula de controle adequado deste crescimento? Não penso em controlar crescimento algum. O que o país precisa é crescer. A única indústria que crescer verdadeiramente a passos largos é a da motocicleta. 03 – A que o Sr. culpa como motivador dos altos índices de acidentes com usuário de motocicletas? Responsabilizo o Estado como o verdadeiro vilão e responsável pelos acidentes, envolvendo motocicletas e outros veículos. A ausência de uma postura ativa por parte dos governos dado o volume de acidentes é de impressionar. 04 – Como o Sr. identifica possibilidade de se implantar um sistema de educação de trânsito aos Motociclistas, possibilitando assim redução adequada nos índices comentados? Há várias maneiras de tentar-se reduzir o volume de acidentes de trânsito com motocicletas. Em primeiro acredito que todos os alunos de primeiro e segundo grau deveriam ter aulas de trânsito, de maneira a que ao alcançarem a maioridade, com um exame severo como um “vestibular” poderiam passar pela primeira fase do exame para concessão de habilitação. Uma vez habilitado, passariam para as aulas práticas e exames práticos, pq não adiante o cidadão querer conduzir motocicleta se não sabe se comportar como motociclista. Motorista não é motociclista. O segundo passo seria um aperfeiçoamento de todos os motociclistas, através de cursos gratuitos ministrados por todas as concessionárias de motocicletas. Ou seja: vendeu uma moto, tem de dar aulas gratuitas para o motociclista. Não fez aula não leva a moto. Outra: Sofreu acidente de moto, o condutor tem sua habilitação apreendida . Será entregue depois que fizer o curso de aperfeiçoamento. Estatísticas demonstram que o motociclistas acidentado, volta a se acidentar, em 60/70% dos casos, novamente, dentro do período de 12 meses. Afora a reformulação total da maneira de concessão de habilitação para motociclistas e motoristas. 05 – Como o Sr. vê o problema dos Profissionais que utilizam a Motocicleta como ferramenta de sustentação (Moto Fretista, Moto Taxista, etc;)? É um problema social. Dado o desemprego que assola o país, mas as autoridades negam, a informalidade tomou conta do mercado. Produtos estrangeiros sem garantias e qualidades invadiram nosso Brasil, gerando falta de produção, por falta de vendas dos produtos nacionais, desemprego e informalidade. O cidadão precisando se manter e á sua família, procura uma forma para isso. Com uma motocicleta custando R$. 120,00 por mês e havendo procura pelos serviços em razão do caótico trânsito nas grandes cidades e os altos custos do transporte, a saída encontrada pelo desempregado carente, caiu em seu colo. Mesmo despreparado acaba se sujeitando aos riscos da informalidade, da ausência de proteção do Estado, entre outras coisas decorrentes disso, só para garantir o pão, o aluguel, os remédios do pais e ai afora. 06 – Como normatizar estas profissões? E como regularizar tais utilizações, já que o CONTRAN e o DENATRAN não reconhece o Moto Táxi? Em algumas cidades, a realidade destas profissões é inegável. O que falta são líderes sérios e comprometidos verdadeiramente com a causa, com raras exceções. A vaidade e os interesses pessoais ocupam a vaga da verdadeira causa. Falta união entre as entidades. É óbvio que isso não acontece com todas as entidades do setor, mas uma andorinha não faz verão. 07 – Qual sua visão do Universo Moto Estradeiro ou Moto Turismo? É outro mercado em crescimento. Sou um motoclubista e acredito muito no que os clubes são capazes de fazer. A solidariedade, a educação interna, o respeito entre as pessoas, os clubes e á motocicleta, o conceito de segurança global, a fraternidade são elementos intrínsecos das entidades motociclistas organizadas. São amigos sob uma bandeira. No meio, apesar da vaidade individual que existe, num clube ou noutro isoladamente, da sensação equivocada de poder pela força que alguns clubes cismam em sustentar, ainda há muita coisa boa. Não há corrupção, porque não se fala em dinheiro. Quando muito R$. 2,00 para entrar num evento ou 2 kg de alimentos, mesmo assim, não obrigatório. Uma mensalidade do clube de R$. 10,00 a 100,00, dependendo do clube, para uma festa mensal com as esposas ou não e etc. No motoclubismo se ajuda muita gente carente, sem que se saiba sequer quem são. Ano passado, segundo registros da Federação dos Moto Clubes de São Paulo, que dirigi, até pouco tempo, os moto clubes brasileiros arrecadaram e fizeram a entrega de aproximadamente, 200 toneladas de alimentos em todo o Brasil, afora os agasalhos, campanhas de leite, fraldas e etc. 08 – O que pode ser desenvolvido em prol do desenvolvimento desta área? Organização e união. Trabalho sério e conscientização dos presidentes de clubes quanto a sua importância para a instituição que dirige. Não adiante o sujeito querer ter o cargo e a tarjeta de Presidente do clube. Ele tem SER DIRETOR PRESIDENTE, com todos os problemas de controle de disciplina, de educação, de falta de habilidade, de comportamento e etc de seus integrantes. Tem de querer fazer o clube crescer não em número de pessoas, mas em qualidade, responsabilidade e respeito. 09 – Qual sua visão da pratica dos esportes Motociclísticos, Cros, Enduro, e esportes radicais? Dá pena do esporte motociclístico nacional. Os pilotos, no Brasil, não recebem o valor que merecem pela mídia ou pelos patrocinadores de peso. Obviamente há exceções, que são claras. Temos excelentes pilotos que não conseguem viver para serem somente pilotos, aperfeiçoando-se com o treinamento. Lembro que na Espanha, por exemplo os pilotos recebem incentivo desde muito cedo e treinam muito. O resultado é que há, por lá pilotos muito bons. Enquanto os nossos, sem recursos, são obrigados a trabalhar em outras atividades, não têm espaço para treinar, nem preços de equipamentos a altura de suas posses. Os equipamentos de proteção são caríssimos, porque importados e a maioria não possuem simulares nacionais. Os pilotos que estão ai, competem por puro amor ao motociclismo, ao esporte. A maioria até empobrece, se não estar atento aos seus gastos. 10 – Algo mais pode ser feito no sentido de ser incrementado este esporte no Pais? Haja visto ser este considerado um esporte de elite, em virtude do alto custo dos mesmos? A saída é tornar o esporte sobre motocicletas menos elite, com incentivo dos fabricantes nacionais, montando e patrocinando equipes, com apoio da mídia e disputas com todas as marcas e categorias, em caráter regional e depois nacional. Grandes nomes surgirão, com certeza e o Brasil poderá se destacar mundialmente neste esporte também. 11 – Como o Sr vê a situação Educacional (de modo geral) em nosso País, e quais as suas propostas de trabalho no âmbito de sua candidatura (Estadual ou Federal)? O país vive uma grande crise. Antes de política, social e cultural, há a crise da civilidade. O maior bem que o homem tem é o seu poder de se comunicar e expressar sua vontade. O respeito é a base fundamental de toda e qualquer sociedade. Hoje, as pessoas não se falam, não se comunicam, não cultuam a cortesia em seus relacionamentos, não dão a vez nem num congestionamento ou no elevador. Antigamente as mulheres, os idosos, as crianças eram respeitados e tinham preferência e privilégios através de regras não escritas que toda a sociedade aprendia em casa. A lei da vantagem não existia. O egoísmo era apontado como defeito de caráter. Tudo mudou. O que se ensinava em casa se perdeu, porque as mulheres foram obrigadas a ajudar seus maridos no sustento da casa. Veio o Estatuto da Criança e do Adolescente, que literalmente, impede que um professor “de um puxão de orelhas” em uma criança que aprontou das suas, sob pena de processo e representação na diretoria. Os pais por sua vez, além de não conseguirem educar seus filhos adequadamente, ainda, repelem tentativas dos educadores, em detrimento da educação de seus filhos. A ausência de respeito impera. O Estado, ineficiente, não pune e a sensação que se tem de que nada acontecerá, faz com que os jovens de hoje, comprem sua moto, tirem sua carteira e façam o que querem. A educação para o trânsito, literalmente inexiste e não há punição. Resultado é isso que estamos vendo. No Estado de São Paulo, dois motociclistas mortos por dia, só na Capital e nas rodovias estaduais. Pretendo alterar a forma de educação para o trânsito desde o primeiros anos escolares. 12 – O Sr. Poderia listar um mínimo de 10 (dez) de seus principais objetivos em sendo eleito? Com os constantes crimes de furto e roubo de motocicletas e os assassinatos frios de motociclistas, apenas para levarem suas motocicletas, já passa o momento da criação da Delegacia Especial do Motociclista. Muitos motociclistas têm sido vítimas de acidentes ou incidentes, no qual o veículo causador foge, deixando motociclista, ferido ou morto, abandonado em via pública. Ademais, não se sabe quantas motociclistas são roubadas e furtadas diariamente nem em São Paulo nem no Interior do Estado, pois sequer estatísticas sobre isto existem. Os desmanches de motocicletas se proliferam de forma desordenada e descontrolada, eis que a fiscalização, além de ineficiente é precária. VALORIZAÇÃO DA VIDA NO TRÂNSITONa valorização da vida no trânsito temos duas propostas. Uma para a educação de novos motociclistas, pretendo seja alterada a forma de abordagem na educação no trânsito, no âmbito Estadual e dos critérios de concessão de habilitação para novos motociclistas. Na cidade de São Paulo, morre um motociclista por dia. O mesmo ocorre nas rodovias estaduais. Isso não pode continuar! O motociclista consegue sua Carteira de Habilitação sem possuir o mínimo de conhecimento, teórico e prático de condução de motocicletas. Com o aumentando-se as exigências teóricas e práticas, visando a formação de motociclistas mais conscientes do uso correto da motocicleta, teremos uma redução importante no número de acidentes e dos resultados destes.Outra proposta diz respeito á educação de novos motoristas com a implementação de melhorias na educação dos condutores, com a inclusão de noções de motociclismo e de novos parâmetros na educação de trânsito. Buscar uma modificação da visão destes condutores em face dos motociclistas e das regras de convivência no trânsito são outros objetivos. O resultado final será uma mudança de comportamento, de ambos os condutores com menores índices de acidentes, melhor relacionamento social e valorização da vida. Os equipamentos de segurança, tais como capacete, botas, óculos, jaquetas em couro ou cordura, roupas a prova d’agua entre outros são itens, indispensáveis á segurança dos motociclistas, mas possuem custos muito elevados. Pretendo a redução dos Impostos e de Encargos de Equipamentos de Proteção para o Motociclista, como forma de incentivar seu uso e de reduzir os custos sociais de tratamento, internação e óbitos. Os profissionais da motocicleta são hoje uma realidade e uma necessidade. A exemplo do que ocorre com a categoria dos taxistas, pretendo propor a redução dos impostos para a aquisição de motocicletas novas, por motociclistas profissionais, ou seja por motociclistas que utilizam suas motocicletas exclusivamente para o desempenho de suas atividades profissionais. No Estado de São Paulo, há perto de 2 milhões de motociclistas habilitados, sendo a grande maioria profissionais e que, por óbvio, estão mais sujeitos a se envolverem em acidentes de trânsito, nos quais, quase que invariavelmente, restam lesões incapacitantes, temporárias ou não. Estes profissionais da moto são pessoas simples que, nem sempre, dispõe de recursos para custear um tratamento médico á altura de suas necessidades. A solução seria a criação de centros médicos e um hospital para tratamento de vítimas do trânsito e para o motociclista. Pretendo propor a criação do Hospital do Motociclistas, junto a rede Estadual de Saúde e com apoio da iniciativa privada, especializado em traumas decorrentes de acidentes de trânsito, com fisioterapia, auxilio social, psicológico e jurídico. Moradia para Policiais. A classe policial, seja ela militar ou civil, está aquém de perceber um salário digno. Como conseqüência deste fato, que é notório, abrem-se as portas da miséria, na necessidade e até da possibilidade de corrupção. Criar, por lei estadual, bairros de policiais, em condomínios fechados, reservados, exclusivamente para os funcionários da ativa das Secretarias da Segurança Pública e da Administração Penitenciária, como implemento de benefícios sociais e também como medida de aumento da segurança pessoal dos familiares das duas Secretarias de Estado é uma meta. Com a construção de moradias exclusivas para policiais e suas famílias (com obrigação apenas de manutenção do imóvel e do pagamento das despesas condominiais e de consumo de água e energia elétrica), além de proporcionar maior tranqüilidade aos policiais e suas famílias, redução no custo de sobrevivência, trarão melhores condições de trabalhos para todos os responsáveis pela segurança pública. O custos dos pedágios são altíssimos em todo o Estado de São Paulo. Pretendo buscar medidas para a redução dos seus preços, com especial ênfase ao transporte de cargas e acabar com a cobrança de pedágios dos triciclos, em todo o Estado de São Paulo.Plano para Troca de Caminhões Dado o estado de penúria em que se encontram os caminhoneiros autônomos, pretendo elaborar e propor o Plano de Incentivo a Troca de Caminhões, destinado aos caminhoneiros autônomos, com juros reduzidos e prazos longos e com redução de impostos, como já acontece com os taxistas. Os caminhões são os responsáveis por todos os bens de consumo, merecem tratamento diferenciado em benefício da redução no custo dos fretes e dos produtos transportados. Regulamentação da Realização de Eventos de Moto. Pretendo a regulamentação para a realização de eventos de motociclistas em todo o Estado de São Paulo, como forma de coibir abusos, manter a segurança, higiene para todos. 13 – Por favor apresente-nos uma síntese de sua proposta, justificando os motivos que todos os Motociclistas de seu estado teriam para vestir sua camisa e auxilia-lo a eleger. Feito acima. Fale com o candidato clique aqui Conheça mais sobre este candidato visitando seu site www.carvalho25050.can.br |