MOTO SEGURANÇA

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 - Política no Motociclismo & Motociclismo na Política -

ENTREVISTA AO CANDIDATO

GILMAR GALLI - DEP. ESTADUAL POR SÃO PAULO

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01 – Como o Sr. vê o crescimento na utilização da Motocicleta no País?

Infelizmente de uma forma desordenada. Um grande número de pessoas foram levadas a adquirir uma motocicleta muito mais pela falta de opção, do que necessariamente por vontade própria,. face ao custo do combustível no Brasil, rodízio e outra vantagens.

02 – O Sr. pensa em uma fórmula de controle adequado deste crescimento?

Toda forma de controle é lesiva ao interesse do consumidor, tenho certeza, que apenas com políticas voltadas realmente para o setor, encontrarmos soluções inteligentes, sem ser necessário controlar o crescimento.

03 – A que o Sr. culpa como motivador dos altos índices de acidentes com usuário de motocicletas?

A principal causa de acidentes diz respeito a falta de conhecimento na condução da motocicleta e a educação e respeito as Leis de transito.

04 – Como o Sr. identifica possibilidade de se implantar um sistema de educação de trânsito aos Motociclistas, possibilitando assim redução adequada nos índices comentados?

Acredito, que somente através de um sistema de treinamento educacional de direção defensiva, podendo inclusive esse treinamento ser ministrado pelo próprio fabricante da motocicleta e as normas de transito, será possível a redução de acidentes.

05 – Como o Sr. vê o problema dos Profissionais que utilizam a Motocicleta como ferramenta de sustentação (Moto Fretista, Moto Taxista, etc;)?

Como todo e qualquer meio de transporte, não se pode pensar em limitar a utilização e uso da motocicleta como ferramenta de trabalho, porém é necessário estabelecer regras para aplicação como transporte coletivo (Taxi).

06 – Como normatizar estas profissões? E como regularizar tais utilizações, já que o CONTRAN e o DENATRAN não reconhece o Moto Taxi?

Inicialmente é importantíssimo acabarmos com o protecionismo criado a décadas pelo taxistas. O problema das grandes cidades devem ser enfrentados com soluções práticas. Já está mais do que claro que a motocicleta é um transporte rápido e seguro, é evidente, desde que utilizado de forma correta. Portanto temos que flexibilizar as Leis, a encontrar uma forma de aplicação.

07 – Qual sua visão do Universo Moto Estradeiro ou Moto Turismo?

Mostrar aos governantes e políticos, que o motociclista nada mais é do que um explorador nato, podendo ser o maior divulgador das belezas de cidades brasileiras, faltando apenas suporte e estrutura de apoio especifica para os irmão motociclistas (COMO IRMÃOS BRS).

08 – O que pode ser desenvolvido em prol do desenvolvimento desta área?

Políticas voltadas realmente para o desenvolvimento do setor. São poucos aqueles que decidem sob o nosso futuro, que conhecem na prática nossas necessidades. Portanto, como Deputado Estadual pretendo trabalhar pelo desenvolvimento do motociclismo no Estado de São Paulo.

09 – Qual sua visão da pratica dos esportes Motociclisticos, Cros, Enduro, e esportes radicais?

Emoções a parte dos competidores, o esporte traz desenvolvimento e crescimento principalmente no turismo brasileiro.

10 – Algo mais pode ser feito no sentido de ser incrementado este esporte no Pais? Haja visto ser este considerado um esporte de elite, em virtude do alto custo dos mesmos?

Em outros países, parte da arrecadação de impostos com a venda de veículos é destinada ao esporte de velocidade, aqui mesmo no Brasil, no Estado do Rio de Janeiro isso já acontece. O esporte não pode ser visto pelo governo com esporte de elite, todos nós sabemos o quanto traz de beneficio direto ao turismo brasileiro, veja o exemplo da moto velocidade e da Formula 1.

11 – Como o Sr vê a situação Educacional ( de modo geral) em nosso País, e quais as suas propostas de trabalho no âmbito de sua candidatura (Estadual ou Federal)?

De um tempo para cá, é comum ouvir que o problema brasileiro na educação não é dinheiro. O número mais citado é o volume de recursos investidos na educação pelo setor público (municipal, estadual e federal) como relação do PIB: o Brasil não estaria longe das maiores potências do planeta ao investir 4%. De fato, o estudo "Education at a Glance, 2005", da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostra que esse investimento é da ordem de 4,4% na Alemanha, 5,3% nos EUA, 4,4% na Austrália, 4,6% na Itália, 4,6% na Holanda e de 5,1% na média de todos os países da OCDE.

Aqui, ainda segundo dados da OCDE, o investimento por aluno na primeira fase do ensino fundamental é de US$ 842 por ano; na segunda fase, é de US$ 913; e, no ensino médio, de US$ 1.008. Na Alemanha, os números são, respectivamente, US$ 4.537, US$ 5.667 e US$ 9.835. Nos EUA, US$ 8.049, US$ 8.669 e US$ 9.007. Na Austrália, US$ 5.169, US$ 7.063 e US$ 7.908. Nos países da OCDE, em média, US$ 5.313, US$ 6.089 e US$ 7.121. Na comparação com aqueles países que venceram os entraves do desenvolvimento, nossa situação continua trágica. Comparamos aos nossos vizinhos. Na Argentina, os valores são US$ 1.241, US$ 1.286 e US$ 2.883. No Chile, US$ 2.211, US$ 2.217 e US$ 2.387. No México, US$ 1.467, US$ 1.477 e US$ 2.378.

No ensino superior, a situação se inverte: nós gastamos despudoradamente em excesso. No Brasil, gasta-se por aluno o equivalente a US$ 10.361 ao ano. Na Alemanha, US$ 10.999; na Austrália, US$ 12.416; e na média dos países da OCDE, US$ 10.655. Na Coréia, o custo por aluno universitário é de US$ 6.236; na Irlanda, US$ 9.808; na Espanha, US$ 8.020. Se a comparação for com os nossos vizinhos, os números são os seguintes: na Argentina, US$ 3.235; no Chile, US$ 7.023, no México, US$ 6.074.

Por que digo que há excesso? Porque, no Brasil, a relação entre o percentual de verbas destinadas ao ensino superior e a respectiva população de estudantes é escandalosa. Na maior parte dos países, o montante de verbas destinadas às universidades excede a proporção de alunos nelas inscritos. Na média, nos países da OCDE, 15% de todos os alunos estão nas universidades, mas o ensino superior abocanha 24% do total de verbas destinadas à educação. É normal: o ensino superior é mesmo mais caro. No Brasil, porém, vivemos um descalabro: os alunos inscritos em universidades somam apenas 2% do total de alunos, mas o ensino superior fica com 20% de todas as verbas aplicadas em educação. Não há nada nem de longe parecido em qualquer um dos países aqui mencionados.

Diante desses números, entende-se melhor por que as nossas escolas públicas do ensino fundamental não têm bibliotecas, laboratórios de ciências, laboratório de informática, acesso à internet. Entende-se também porque o professorado é uma classe cada vez menos prestigiada, que recebe um salário indigno, o que tira dele inclusive as condições de se aperfeiçoar. Entende-se fundamentalmente por que estamos perdendo a corrida para superar a pobreza e alcançar o desenvolvimento.

Mas nosso problema, de fato, não é falta de recursos, mas falta de prioridade. Repito aqui, como num mantra, o que venho escrevendo: o governo federal quer gastar este ano R$ 8 bi em educação e R$ 19 bi em programas sociais superestimados, como Bolsa Família e aposentadorias especiais para idosos e deficientes pobres. Não se trata, portanto, de conseguir dinheiro novo, mas de realocar o já existente: redimensionar os programas sociais para atender apenas aos necessitados e investir a maior parte em educação, o único instrumento que redime o homem da pobreza.

12 – O Sr. Poderia listar um mínimo de 10 (dez) de seus principais objetivos em sendo eleito?

  1. Desenvolver projetos voltados ao motociclista;
  2. Desenvolver projetos voltadas ao acesso do direito do cidadão a SAÚDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA e ao EMPREGO;
  3. Fiscalizar o Poder Executivo na aplicação das Leis e direitos do cidadão;
  4. Transformar o Estado de Senhor de tudo em Servidor;
  5. Desenvolver projetos de unificação do ICMS;
  6. Desenvolver projetos ao crescimento da pequena empresa;
  7. Desenvolver projetos de reforma tributaria, trabalhista e judicial;
  8. Desenvolver projetos voltados a reforma política no Brasil;
  9. Desenvolver projeto de unificação da Segurança Pública no Brasil;
  10. Desenvolver projetos de recuperação da malha rodoviária no Brasil.

13 – Por favor apresente-nos uma síntese de sua proposta, justificando os motivos que todos os Motociclistas de seu estado teriam para vestir sua camisa e auxiliá-lo a eleger.

Quando olhamos para esse Congresso que os mais experientes observadores consideram dos piores de nossa história, nos espantamos e tendemos a perguntar como nós, tão éticos, honestos e íntegros, fomos capazes de elegê-lo? Consideramos imensa a distância moral que separa a sociedade dos que a representam. Decididamente, nos achamos muito melhores do que os vereadores, deputados e senadores em quem votamos. Se estivéssemos em seus lugares, o país estaria muito melhor, evidentemente. Será? Será que na realidade não temos os políticos que merecemos?

O que caracteriza atualmente a maior parte dos políticos brasileiros, nos diferentes níveis do Executivo e do Legislativo, é o cinismo escrachado diante da população que respeita as leis e procura agir sempre de acordo com os bons princípios.

Os cidadãos honestos estão sendo tratados como idiotas incapazes de perceber as mentiras deslavadas, os argumentos rotos e o deboche das falas oficiais, quando não são agredidos pela falta de pudor explícita. Nesse teatro do absurdo, é triste ver os adeptos da ditadura que posam de democratas, mas é especialmente triste ver que a participação na luta contra a ditadura virou, para boa parte dos "companheiros", um salvo-conduto, um passe livre para o desrespeito às leis e para a malversação do dinheiro público.

As pessoas de bem devem participar, portanto daí o nosso slogan de campanha

"REAÇÂO DA ÈTICA".

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