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MOTO SEGURANÇA www.motoseguranca.com.br - Política no Motociclismo & Motociclismo na Política - ENTREVISTA AO CANDIDATO SADAM - DEP. FEDERAL PELO RIO DE JANEIRO
4400 Caros irmãos motociclistas do Brasil, em especial os do estado do Rio de Janeiro, sou casado, tenho 49 anos e uma filha. Sou Engenheiro Mecânico, Engenheiro Industrial e motociclista há 33 anos. Fundador do Mamutes da Pedra Moto Clube e da Associação Moto Irmandade do Leste (MiL). Sobre o tema geral, considero que a participação política dos motociclistas se torna necessária e urgente, tendo em vista o enorme crescimento do mercado de motocicletas no Brasil e o evidente descaso da grande maioria dos governos com relação às questões ligadas à segurança e ao uso da motocicleta no país. Há anos que tenho denunciado o lobby da indústria automobilística nacional e das empresas de transporte coletivo, em especial de ônibus, que visa dificultar ao máximo o uso de motos como meio de transporte. Esses setores são muito fortes economicamente falando e isso lhes dá uma grande força política, pois vários são os parlamentares apoiados por eles e que se sentem pressionados a "mostrar serviço", criando projetos de leis absurdos, como o que prevê o uso de capacetes transparentes e o que pretende proibir a passagem de motos nos "corredores", entre dois veículos, se não houver pelo menos um metro e meio de espaço (de cada lado) entre a moto e os veículos. Se não tivermos motociclistas parlamentares nos representando, estaremos à mercê destes disparates, além de outros ainda mais absurdos. As motos devem ser consideradas veículos prioritários para o Brasil, pois possuem várias características que beneficiam a nação, podendo citar a facilidade de estacionamento, o não engarrafamento no trânsito, o baixo preço de uma moto popular nova, a economia de combustível, a baixíssima poluição da atmosfera e o praticamente nulo desgaste da pavimentação. Assim sendo, é chegada a hora de mostrarmos nossa união e nossa força e elegermos representantes de verdade e não aproveitadores que se disfarçam de motociclistas para conseguir nossos votos. Saudações motociclísticas. Sergio Sadam Minhas respostas ao questionário estão abaixo. 01 – Como o Sr. vê o crescimento na utilização da Motocicleta no País? Um fenômeno natural, que deve ser planejado para evitar as conseqüências negativas se não houver um melhor treinamento, rigor na fiscalização e uma legislação que priorize a moto como meio de transporte. 02 – O Sr. pensa em uma fórmula de controle adequado deste crescimento? Não gosto de chamar de controle do crescimento, que é bem vindo. Prefiro me referir a um controle da utilização da motocicleta, proporcionando um melhor treinamento do usuário, antes e depois da habilitação. Campanhas educativas de trânsito devem ser desenvolvidas, sempre mostrando as motos como veículos que proporcionam vantagens enormes se utilizadas com habilidade e cuidado. 03 – A que o Sr. culpa como motivador dos altos índices de acidentes com usuário de motocicletas? Na minha opinião três são os principais fatores: 1- A falta de treinamento e aprendizado do motociclista habilitado. 2 - As condições de segurança das vias. Diariamente passamos por situações de risco e os acidentes muitas vezes se tornam inevitáveis em função das armadilhas das ruas e estradas, como bueiros abertos, buracos, desníveis, sinalização ineficiente ou inexistente e de vias que são "fresadas" e se mantém abertas ao trânsito antes de serem recapeadas, causando incontáveis acidentes e mortes de motociclistas, como as que ocorreram recentemente no RJ na BR 101, um verdadeiro desrespeito aos motociclistas. A última "invenção" de diversas prefeituras é a utilização criminosa dos conhecidos "tachões", aqueles "olhos de gato" com aproximadamente quatro centímetros de altura colocados transversalmente nas vias e que obrigam uma moto pequena a passar a no máximo 20 km/h para não caírem ou terem seus aros danificados. 3 - A utilização de motos por pessoas inabilitadas inclusive de menores de idade. Esse fator é absurdo e devemos exigir das autoridades que sejam rigorosas. O que temos presenciado é a apreensão de motos pilotadas por pessoas sem habilitação e logo após um pedido de um político para a sua liberação, sem nenhuma punição. 04 – Como o Sr. identifica possibilidade de se implantar um sistema de educação de trânsito aos Motociclistas, possibilitando assim redução adequada nos índices comentados? A educação no trânsito tem que ser efetivamente implementada nas escolas de primeiro grau. As fábricas e revendas autorizadas de motos devem assumir seu papel de parte interessada e oferecer cursos de segurança e educação no trânsito através de campanhas, inclusive na mídia. Os governos devem investir muito em campanhas educativas o que não acontece hoje em dia. Penso que o sistema de habilitação deva ser rediscutido, subsídios devem ser propostos para que o custo da habilitação do motociclista seja menor e o rigor na cessão da habilitação seja maior, mas dentro de uma meta de maior qualificação do motociclista e não com objetivo de criar dificuldades para se vender facilidades. O motociclista atualmente faz um exame em uma moto com duzentas cilindradas e muitas vezes sai por aí pilotando uma de mil cilindradas. Temos que discutir uma legislação específica para os triciclos, que são totalmente marginalizados e muitas vezes injustiçados, sendo considerados ora como motos, ora como carros, como quando pagam seus pedágios em algumas estradas privatizadas. Hoje, quem tem habilitação categoria "A" está habilitado a pilotar um triciclo, mas na grande maioria dos casos não sabe nem fazer uma manobra. 05 – Como o Sr. vê o problema dos Profissionais que utilizam a Motocicleta como ferramenta de sustentação (Moto Fretista, Moto Taxista, etc;)? Precisamos trabalhar muito em cima da regulamentação dessas profissões. Os profissionais são essenciais para a sociedade e são submetidos a um massacre, sendo explorados e obrigados a correr enormes riscos para cumprir prazos, em motos muitas vezes sem a menor condição de segurança. 06 – Como normatizar estas profissões? E como regularizar tais utilizações, já que o CONTRAN e o DENATRAN não reconhece o Moto Táxi? Pretendo discutir muito com as entidades representativas dessas classes profissionais para desenvolver uma legislação adequada, que garanta um serviço eficiente e que lhes dê segurança e garantias trabalhistas. O Moto Táxi deve ser tratado com muito cuidado e um carinho especial, pois mexe com interesses das empresas de transporte coletivo. O que se vê hoje em dia é um relaxamento na fiscalização e com isso o serviço cai de qualidade, com motos sendo pilotadas muitas vezes por pessoas sem habilitação e sem itens de segurança como capacetes, lanternas, luz de freio, etc. Os aproveitadores de plantão não tem o direito de bagunçar o serviço e devemos prestigiar os bons profissionais, reprimindo os maus. O Contran e o Denatran não podem fechar os olhos para uma realidade. Os moto táxi geram empregos e proporcionam transporte rápido e barato para a população pobre, que muitas vezes se vê obrigada a caminhar vários quilômetros devido a ineficiência do serviço de transportes coletivos. 07 – Qual sua visão do Universo Moto Estradeiro ou Moto Turismo? Esse é outro segmento em franco crescimento. Não existe nada melhor que viajar de moto e a infraestrutura das estradas, postos de gasolina, hotéis, borracheiros e restaurantes tem que ser orientados de nossas necessidades. O Moto Turismo movimenta uma quantidade respeitável de dinheiro e gera empregos na área de serviços e precisa ser tratado com atenção pelas autoridades e isso inclui principalmente a conservação das estradas. 08 – O que pode ser desenvolvido em prol do desenvolvimento desta área? Para começar pretendo apresentar um projeto de lei que proíba definitivamente que trechos "fresados" de estradas fiquem abertas ao trânsito, sob penas severas, incluindo a cassação do registro da empresa infratora. Esse é um ponto de segurança básico e que não pode ser negligenciado. Devemos solicitar ao DNIT que crie um mapa rodoviário atualizado, constando os serviços disponíveis ao longo das estradas do país. A Polícia Rodoviária Federal deve ser orientada a sempre priorizar as demandas dos motociclistas. É importante mantermos sempre um canal aberto para a obtenção de sugestões e reclamações dos motociclistas. 09 – Qual sua visão da prática dos esportes Motociclísticos, Cros, Enduro, e esportes radicais? O esporte deve ser incentivado e patrocinado por órgãos governamentais e principalmente pelas empresas privadas. Através do esporte nós conseguiremos educar e colocar no lugar certo a energia de nossa juventude, que muitas vezes acabam se transformando em acidentes graves, quando utilizadas nas ruas e avenidas. Lugar de correr é no autódromo e nas pistas de cross. As prefeituras deve ser incentivadas a construírem pistas adequadas e com toda a infra estrutura para a prática de esportes com motocicletas. 10 – Algo mais pode ser feito no sentido de ser incrementado este esporte no Pais? Haja visto ser este considerado um esporte de elite, em virtude do alto custo dos mesmos? A facilitação das importações de peças de reposição e de motos com objetivo de competição e principalmente a criação de categorias que utilizem as motos que são vendidas normalmente nas lojas, popularizam o esporte e acabam surgindo com a construção das pistas. Cada piloto na pista é menos um morrendo nas ruas, em circuitos improvisados, nos conhecidos "pegas". 11 – Como o Sr vê a situação Educacional (de modo geral) em nosso País, e quais as suas propostas de trabalho no âmbito de sua candidatura (Estadual ou Federal)? A educação é base da sociedade. Os profissionais da educação devem ser valorizados, treinados e exigidos. A escola de tempo integral é necessária para melhorar a qualidade do ensino e tirar as crianças das ruas. O país tem que investir muito mais em educação e somente assim poderemos crescer e conseguir qualidade de vida. A escolaridade média do povo brasileiro é muito baixa e esse quadro tem que mudar o mais rápido possível. 12 – O Sr. Poderia listar um mínimo de 10 (dez) de seus principais objetivos em sendo eleito? Vou listar apenas os ligados ao motociclismo: 1 - Lutar para que as motos sejam consideradas veículos prioritários no trânsito e na sociedade. 2 - Criar condições para a criação de fábricas brasileiras de motos, proporcionando empregos e o fim da farra do pagamento de Royalties. 3 - Criar uma legislação específica para os triciclos. 4 - Proibir o uso de "tachoes" e da manutenção de trechos "fresados" abertos ao trânsito nas estradas. 5 - Realizar mudanças no sistema de habilitação de motociclistas e triciclistas, visando melhor treinamento e mais segurança para os novos habilitados. 6 - Eliminar a cobrança de pedágios de motos em todas as estradas do Brasil e onde isso não for possível por força de contratos já assinados, questionar o valor cobrado que normalmente hoje é de 50 % do que pagam os carros. Na minha opinião esse fator não poderia ser superior a 10 %. 7 - Questionar o Seguro Obrigatório, permitindo uma redução do valor pago pelas motos e que todos possam fazer o seguro na seguradora de sua preferência. Não sou contra o seguro. Quero questionar o valor cobrado. Esse ano aumentou mais de 40 %. Se houver liberdade para escolher a seguradora a concorrência vai propiciar uma redução do valor. 8 - Acabar com a cobrança retroativa de veículos que estão parados mais de um ano, que atualmente pagam vistorias e seguros de períodos em que ficaram fora de circulação. Creio que não é preciso provar que estavam parados, pois se estavam rodando poderiam ser apreendidos em blitz ou estariam sem cobertura de seguro caso houvesse um acidente. Não tem sentido cobrar por algo que não foi disponibilizado (seguro) ou cobrar por exemplo 3 vistorias (3 anos) se será feita apenas uma. 9 - Maior rigor na lei que proíbe os automóveis e veículos maiores de trafegar apenas com a lanterna acesa à noite, com aumento da punição e maior número de pontos na carteira dos infratores. 10 - Propor medidas de segurança para redução de furtos e roubos de motocicletas, através de propostas diretamente discutidas com os motociclistas. 11 - Incentivos aos esportes sobre duas rodas. 13 – Por favor apresente-nos uma síntese de sua proposta, justificando os motivos que todos os Motociclistas de seu estado teriam para vestir sua camisa e auxiliá-lo a eleger. Pretendo ser uma voz em defesa do motociclismo no Congresso Nacional. Ser um canalha a menos no Congresso. Agir como sempre agi em todos os meus quase 50 anos de vida, com honestidade, retidão, respeito ao próximo e com máxima transparência. Quero manter um canal permanentemente aberto com os motociclistas de todo o Brasil e mostrar o que acontece nas entranhas do poder. Sou motociclista há 33 anos e a minha moto é a minha vida. Me considero capaz de realizar um bom trabalho e conto apenas com os motociclistas para chegar lá. Estou jogando todas as minhas fichas nos motociclistas pois não pratico uma política assistencialista, o que considero um desrespeito aos direitos dos cidadãos. Nossas chances de vitória somente existirão se houver uma corrente em torno dessa idéia. Preciso apenas de 18 mil votos para chegar lá. É a nossa estimativa. Isso é perfeitamente viável se nós quisermos. Acredito que apenas um motociclista possa entender outro motociclista, por isso sou candidato. Meu número é 4400 no estado do RJ. Saudações a todos os irmãos. Sergio Sadam Fale com o candidato clique aqui Conheça mais sobre este candidato visitando seu site www.sergiosadam4400.can.br |